Conheço várias pessoas e tenho vários amigos... Dentre eles, tenho uma amiga que gosto bastante e várias vezes saímos para um almoço juntos, um chopp, aquele bate papo de meio de semana... Falamos de tudo e de todos. Nos divertimos muito e sempre concordamos em uma coisa: Vivemos no “Fantástico Mundo de Bob”... lembram do desenho animado?
Assim como o Bob, não conseguimos só ouvir... As histórias tomam vida em nossas mentes e uma coisinha de nada se desenrola em várias cenas, e consequentemente, em várias risadas.
Como é bom sorrir! Como é bom ouvir o som de um sorriso sincero, o som do sorriso de um amigo. Aquela gargalhada gostosa, cheia de vida, de uma alegria que nos contagia. Contagia como um bocejo. É impressionante o poder de contágio de um bocejo... Você vê uma pessoa bocejando do seu lado e antes que possa imaginar já está bocejando também.
Penso que várias coisas poderiam ser tão contagiantes quanto o bocejo. Boas idéias, solidariedade, simpatia, sinceridade, boas maneiras, boas intenções... Mas ultimamente as coisas tem se tornado difíceis. O que mais tem nos contagiado é a desconfiança. Desconfiança das intenções, das soluções, dos sentimentos, dos perdões, das situações, das pessoas... Desconfiamos até de nós mesmos! Desconfiamos dos governantes, das boas intenções da justiça. A justiça é cega, nos cega? A justiça nos emudece... Quantas vezes temos que nos calar. Quantas vezes temos que fingir sermos surdos... A justiça é cega, mas enxerga mais que imaginamos.
Que bagunça de pensamentos... Mas escrever é isto! É transmitir em palavras o que se passa no pensamento. É a arte de divagar: imaginar, voar, delirar, vaguear, fantasiar... é viver no “Fantástico Mundo de Bob”.
Somos insatisfeitos. Por isso criamos, inventamos, imaginamos... Tenho mas não quero. Quero mas não posso. Posso mas não tenho mais... Estamos sempre insatisfeitos com o mundo, com as pessoas, com os lugares, com o clima, com a vagareza com que as coisas acontecem, com as coisas que não acontecem, com a rapidez com que a vida passa. Quando nos damos conta já dormimos. Quando nos damos conta já são dez horas, já perdemos, nao temos outa chance. Quando nos damos conta, a vida já passou e não tivemos oportunidade de vivê-la, pois estávamos criando o nosso fantástico mundo particular.
domingo, 20 de março de 2011
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