sexta-feira, 9 de março de 2012

BAÚ



As vezes me da vontade de gritar, falar tanto, dizer muito, mas quando eu abro a minha boca a única coisa que fala é o silêncio. Sou como as estrelas. As estrelas só falam de saudade e de dor. Quando nao é isso, é só silencio. E distância.
Tudo passa. Acaba. Fica aquela história do podia ter sido, ter feito, sentido. Tudo tem sentido, mas nem sempre tem jeito. Fica desconexo, meio complexo. Mas é a vida. A vida passa, as pessoas passam, os dias mudam de cor. São idas e vindas. E dores. E defeitos. Dissabores e desamores. É, doi no meu peito...  Tudo que é bom dura pouco e eu passaria horas ali, somente olhando, pensando, sonhando em nunca mais acordar!! Sobrevivem só as lembranças, memórias e retratos... é, a vida é mesmo assim!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011



As pessoas só serão verdadeiramente felizes a partir do momento que elas entenderem que o passado PASSOU, foi-se embora, não volta mais. Enquanto estivermos presos ao passado, jamais viveremos o presente com dignidade! 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Descontrole.

A vida toma rumos que às vezes nos parecem impossíveis, nos parecem sem lógica. A vida às vezes parece um dia de domingo. Sem graça. Monótono. Sem rumo e sem sal. Às vezes achamos que nossos caminhos não nos levarão a lugar algum... às vezes nos dá vontade de sentarmos e pararmos de andar. De caminhar. Somos andarilhos de caminhos errantes, de lugares distantes. Às vezes andamos enquanto a vida passa corrida, apressada, evaporando os dias que não percebemos viver. Viver? A que se resume viver? Eu diria que viver se resume em TER. Eu tenho, eu sou. Quanto mais tenho, mais sou. Mais posso. Mais quero. Mais espero. Mais me perco. Perder, eis a maior dificuldade humana. Não conseguimos aceitar o não pertencer, o não controlar, o sentimento de vazio. Mas o que mais nos afeta? O não ter ou o não controlar? Queremos estar no comando, no centro do jogo. No topo da escada. Mas e os degraus? Nos esquecemos que para chegarmos ao topo passamos por sobre varios degraus. Ingratidão. Degradação. Deturpação. Manipulamos nossos caminhos, deturpamos nossa historia... perdemos nossos objetivos. Estou perdendo o controle. Abandonando. Tudo na minha vida anda meio abandonado... Meio que abandonei a mim mesmo. Mas a vida é feita de reencontros e recomeços... E começarei a me reencontrar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Devaneios de uma noite de outono!

A palavra felicidade devia ser sinônima de liberdade. Liberdade é pensar como bem quer. É ser como bem quiser. É amar de um jeito só seu. É amar do meu, do seu, do nosso jeito.  Liberdade e o ápice. E o lápis que escreve a história. E memória. Passado e Presente. E o futuro, só Deus sabe... Não se apaga, não se nega. Apega, afaga, e vive. Viver ultrapassa qualquer limite. Transmite, insiste em ser, poder. Transpira, respira, responde. Esconde o coração. Que horas são? Oração, apego, apreço. É mistério, estéreo, sem volta, sem vida. Revida. É fogo que queima, é saudade que mata, é cinza que renasce. Teima. Teorema. Inverso, imerso no amor, na cor, no sabor. Simplifica o que e amor? Simplifica seja lá o que for... DOR. Saudade. Repetir, refletir, insistir. Enfim... fim!

*Texto meu e do Thiago Francisco Quintao Miranda, num sabado a noite, sob o efeito do alcool.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Verdade ou consequência?

Vou começar com uma pergunta que não quer calar nesses últimos dias...


Mais vale uma verdade que magoa ou uma mentira que conforta?

Às vezes deixamos de falar a verdade com medo de magoar a pessoa que amamos, por medo de decepcionar, de entristecer, de machucar. Às vezes remodelamos a verdade, damos uma pitada de inocência, de humor. Ou simplesmente acrescentamos uma dose de omissão. E omitir por amor não deixa de ser errado. Ou todo crime em nome do amor deve ser perdoado?

Amor. Palavra que gira o mundo. É profundo. É água que afaga e afoga.

Amor nunca deixa de ser amor. O amor nunca acaba, nunca morre.

Ele pode até adormecer, mas sempre estará ali, prontinho para acordar cheio de energia, cheio de força e beleza, como uma fênix que renasce das cinzas!

O amor pode ate mudar. Amor de paixão pode virar amor de amigo.

Mas ambos são intensos e infinitos. O amor é metamorfose, é um processo de mitose. O amor propaga, regenera, liberta. O amor preenche corações, almas, a vida toda! O amor te faz escolher a flor mais linda, o bombom mais gostoso e o cartão mais bonito. O amor inspira palavras e emoções. O amor é aquele sentimento raro, como as tulipas, vermelho. O amor é um milhão de cheiros, de sabores, de cores. Sentimento. O amor é viagem, é devaneio.

Todo ato tem uma consequência. Toda ação exige uma reação. Reagimos conforme nossas emoções, nossas variações de humor. A saudade é ruim. A saudade é conseqüência, é um deserto. O amor é como uma flor de mandacaru que nasce no deserto e vinga, dá água, mata a sede, sacia. O amor é a beleza no deserto de saudade. E mentiras serão sempre mentiras, independente do objetivo ao qual se destina.

Amor não morre. A flor de mandacaru murcha e cai, mas a raiz continua suculenta dentro da terra. Coração é Terra. Flor é Amor. Saudade é Deserto. O amor verdadeiro é generoso, se afasta quando necessário.

Sou como Lispector, descobrindo meu mundo nas folhas de um jornal, expondo meus sentimentos despudoradamente, incontrolavelmente, desprovido de qualquer encanto. Calado, escrevendo para me procurar, me encontrar em palavras sem nexo. Como o reflexo de um espelho velho, não me encontro. Sou errante e na minha fraqueza construo barreiras, e me afasto para um dia descobrir que sempre haverá pedras no caminho. Tropeçaremos em algumas, desviaremos de outras, mas não devemos deixar que elas nos impeçam de seguir adiante... Porque o amor verdadeiro compreende a imperfeição e escuta o que o silêncio diz quando as palavras não nos são suficientes.